Cabo Verde Economia.

A Economia Cabo Verdeana cada vez mais saudável e exemplar.

Cabo Verde tem actualmente 8598 empresas, das quais 8243( 95,9%) estavam em actividade em 2007, momento da inquir

ição do Instituto Nacional das Estatísticas sobre a situação empresarial em Cabo Verde nos últimos anos. Numa visita pelo capital social das empresas inquiridas, as exclusivamente nacionais perderam peso em 2007, desceram 5% e situaram-se em 90% do total de empresas activas. Assim, à volta de 1.400 empresas com capital inteiramente cabo-verdiano abandonaram esse estatuto e passaram a integrar na sua estrutura accionária capitais de outras origens. Os dados do INE dizem que as empresas cem por cento cabo-verdianas eram 6531 em 2002, agora não passam de 5183. Enquanto isso, as exclusivamente estrangeiras quase que triplicaram, de 190 empresas em 2002, já eram 542 em 2007.

Boa Vista, que em 2002 era a ilha com menor número de empresas, de pessoal ao serviço das mesmas e volume de negócios, regista o maior “boom” empresarial de sempre, e apresenta em 2007 um crescimento de 400% em volume de negócios. No item empresas, Boa Vista volta a surpreender ao passar de 108 empresas em 2002 para 201 em 2007. O número de pessoal ao serviço dessas empresas também quase que se multiplicou por 6 na ilha das dunas, de 262 virou 1489.

Enquanto isso, as outras ilhas vão crescendo a um ritmo mais “normal”, fazendo o país registar um crescimento médio a rondar os 60%, no número de pessoal ao serviço das empresas existentes. E nesta variável que sugere emprego, a concentração foi maior nas ilhas de Santiago, Sal e S. Vicente, com 87%. Fora da lógica está São Nicolau, onde ocorreu um decréscimo de cerca de 24%, e como consequência o aumento do número de desempregados.

Volume de negócios cresce

O volume de negócios também cresceu cerca de 89%. De um montante total de 186.841,7 milhões de escudos, as ilhas de Santiago, Sal e S. Vicente foram responsáveis por 96% desse valor. Nesta variável verificou-se uma evolução positiva em todas as ilhas, e mais em Boavista que teve 8 vezes o montante conseguido em 2002, com 298.826 passou a ter em 2007 um volume de negócios de 2.259.651.

Quanto à forma jurídica predominam as empresas em nome individual, que entretanto vão diminuindo o seu peso no tecido económico, em 2007 já são menos 8% que em 2002 -representam cerca de 80% do total das empresas activas contra 88% em 2002. Estas empresas, tanto no número de pessoal que têm ao seu serviço como no volume de negócios, tiveram praticamente a mesma contribuição que em 2002, subiram apenas 1%.

As sociedades por quota bem como as sociedades anónimas cresceram, representando 19% do total das empresas. Por outro lado, as cooperativas e empresas públicas registam uma redução na ordem dos 45%.

O efectivo de empresas com contabilidade organizada passou de 785 (2002) a 1877, em 2007. Garantem também mais postos de trabalho que em 2002, ao aumentar de 66% para 74% o pessoal que tem ao seu serviço. O volume de negócios nessa franja também cresceu situando-se nos 96%.

Empresas nacionais diminuem, estrangeiras aumentam

Por outro lado, as empresas sem contabilidade organizada registam uma variação de 64%. Segundo o Presidente da INE, António Duarte, as empresas sem contabilidade organizada deveriam ter registado um decréscimo. Mas como ninguém parece ter controle sobre essas empresas não é possível aferir a diminuição deste sector quase “informal” da economia.

Numa visita pelo capital social das empresas inquiridas, as exclusivamente nacionais perderam algum peso em 2007, desceram 5% e situaram-se em 90% do total de empresas activas. Assim, à volta de 1.400 empresas com capital inteiramente cabo-verdiano abandonaram esse estatuto e passaram a integrar na sua estrutura accionária capitais de outras origens. Os dados do INE dizem que as empresas cem por cento cabo-verdianas eram 6531 em 2002, agora não passam de 5183. Enquanto isso, as exclusivamente estrangeiras quase que triplicaram, de 190 empresas em 2002, já eram 542 em 2007.

Ficha técnica

Este III Recenseamento Empresarial abrangeu todas as unidades económicas do tipo empresarial, que laboram em território cabo-verdiano, e que estavam “visíveis e fixas no momento de inquirição”. Nesta operação foram recenseadas 8598 empresas, das quais 8243 estavam em actividade no momento de inquirição, representando 95,9 do total. Daí uma verdade ressaltar dos números: entre 2002 e 2007, as empresas activas em Cabo Verde cresceram significativamente

As empresas em nome individual, de transporte rodoviário, agricultura, pesca, comércio em feiras, pessoal doméstico e também a Administração Pública foram excluídas deste Censo Empresarial, por não serem reconhecidas pela Classificação das Actividades Económicas de Cabo Verde (CAECV) da INE.

O Censo Empresarial visa actualizar o Ficheiro de Unidades Estatísticas (FUE) e os indicadores característicos do tecido empresarial em Cabo Verde. Uma das suas especificidades é que disponibiliza estatísticas detalhadas e de qualidade para as contas nacionais.

Nadine Gomes.

Invistimentos  Directo- Estrangeiro aumente abruptamente nos últimos anos.

Quatro empresas espanhola assinaram ontem com a empresa cabo-verdiana de artes plásticas, Expoarte, um contrato para a criação de uma sociedade anónima.

O contrato vai ajudar a Expoarte na promoção e desenvolvimento de artes plásticas, sendo que permite à empresa cabo-verdiana fazer a rotulação de viaturas, impressão de livros, cartões, gravações, etc.

Para Nelson Lopes da Expoarte, o acordo ora assinado vai fomentar não só as actividades da sua empresa como também fazer com que o mercado cabo-verdiano esteja “muito bem servido” na área de artes plásticas. “Acreditamos plenamente que é um projecto com credibilidade, com futuro para Cabo Verde e penso que o nosso mercado vai estar muito bem servido. Visitei o mercado das Canárias e pude ver a capacidade de resposta nesta área e acredito que a resposta, da nossa parte, no futuro será positiva. É uma responsabilidade, porque temos de fazer com que máquina funcione”, disse em breve palavras.

Já o Conselheiro do Governo de Canárias, Jorge Matins Rodriguez, salientou, primeiro, que o objectivo do seu governo é semelhante ao do Governo de Cabo Verde que é precisamente melhorar a vida das populações. E, para tal, disse: “é necessário ter uma economia crescente, florescente. Mas isto exige ter empresários empreendedores, capacitados para criar e desenvolver projectos que tragam benefícios não só para a empresa, mas também para o país”.

Jorge Martinez considera que Cabo Verde é um país com grandes perspectivas de desenvolvimento “e creio que tanto os empresários em parceria como o governo estão a trabalhar para o desenvolvimento económico e sustentado do arquipélago”.

A parceria entre as duas partes vai exigir da Expoarte avultados investimentos em materiais, mas por outro lado permite à empresa cabo-verdiana reduzir a sua dependência do exterior.

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